Monday, April 29, 2013

Softwares de investimentos

Milhares de softwares e sites de investimentos alegam serem capazes de ajudá-lo a fazer investimentos mais lucrativos. E, a exemplo da maioria das alegações das propagandas, a realidade de usar o seu computador para investir não é tão paradisíaco assim.

Apesar de que seu computador pode ajudá-lo com seus investimentos, lembre-se de alguns pontos: 1) muitos investidores bem sucedidos não usam computadores (ou usam muito pouco) para administrarem seus investimentos; 2) você pode ficar exposto à informações em excesso e gastar um bom dinheiro sem ver resultados e 3) não acredite em tudo o que você ler, especialmente on-line, onde os filtros e os editores não existem (e mesmo os filtros e editores quando existem não garantem a você informação de qualidade no mundo dos investimentos!).

Softwares - Bons softwares de investimentos devem ser fáceis de usar e fornecer informações de qualidade para se fazer boas decisões. Softwares que ajudam a você a tomar decisões também devem fornecer, se aplicável, bons conselhos.

Qual software é melhor pra você, irá depender muito de qual é o seu objetivo e assim como, tem que estar no seu nível de conhecimento de finanças e no uso de computadores. Softwares podem ajudá-lo com uma variedade de tarefas financeiras, como acompanhar os seus investimentos, pesquisar, fazer planejamento e realizar transações de compra e venda.

Softwares de acompanhamento - muitos investidores não sabem com eles estão indo, isto é, que retorno seus investimentos estão produzindo. As pessoas geralmente sabem seus retornos de seus GICs e dos seus Bonds, mas pergunte a maioria das pessoas que investem em ações individuais qual o retorno total do seu portfolio inteiro e na melhor das hipóteses, você ira conseguir uma resposta baseada na adivinhação.

É como você encontra uma pessoa que saiba dizer o exato retorno ou dizer que seus investimentos estão no caminho de alcançar os objetivos financeiros dele. Se alguém sabe seu retorno de investimentos, ele provavelmente não saberá se seu retorno é bom ou ruim.

Esta contente por ter recebido 22% nas suas ações no ano passado? Talvez você não estivesse tão contente se descobrir que o índice dessas mesmas ações tinham dado 35% no mesmo período. Além disso, não seria bom saber o valor total de todos os seus investimentos e onde o seu dinheiro está no momento? O fato de que os canadenses deixam milhões de dólares boiando em contas correntes prova que os investidores não acompanham muito de perto o seu dinheiro.

Muitos fabricantes de softwares alegam produzir programas que resolvem muitos problemas. Entretanto, muitas vezes, estes softwares não são tão úteis ou tão simples assim.

Muitas pessoas compram esses programas pensando que eles irão simplificar suas vidas, com um mínimo de tempo gasto ao usá-los. Mas, na verdade, você deve estar preparado para gastar bastante tempo para aprender como usar esses programas, e algumas vezes, alternativas menos tecnológicas podem ser mais eficientes e mais esclarecedoras.

Um dos melhores benefícios desses programas é que ao usá-los, você se mantém organizado. Ao colocar os dados dos seus investimentos no programa, o software fará com que você não se perca com o que você possui. Manter uma cópia atualizada de cada um dos extratos dos seus investimentos em uma pasta pode atingir o mesmo objetivo.

Além de organizar toda a informação dos seus investimentos em um só lugar, os softwares de investimentos permitem que você acompanhe o preço original de compra, os valores de mercado atuais, e a taxa de retorno de seus investimentos. Se você possui contas em várias firmas de investimentos, usar o software pode reduzir bastante seu trabalho de acompanhar seus investimentos. Você pode conseguir a mesma a coisa se deixar todos os seus investimentos na mesma firma.

Os softwares que podem ajudar a acompanhar seus investimentos são divididos em dois grupos:

1) software de finanças pessoais que vêm com ferramentas de acompanhamento e 2) softwares que se concentram exclusivamente em acompanhamento de investimentos.

Os softwares de finanças pessoais como o Quicker e o Microsoft Money são mais fáceis de usar e provavelmente mais familiar pra você, se você já usa eles pra outras funções, como pagamentos de contas.

Se você quer saber quais as taxas de retornos dos seus investimentos ao longo dos anos, fique sabendo que digitar dados dos seus extratos (se você encontrá-los) é um trabalho que gasta tempo, não importando qual software você irá usar.

Para calcular seus retornos, você geralmente precisa digitar cada investimento novo que você fez e assim como, todos os seus reinvestimentos de dividendos, juros e distribuições de ganhos de capital (como os feitos nos fundos mútuos). Se você compra e mantém seus fundos mútuos, o software lhe dá benefícios limitados, por causa do tempo que você gasta para digitar esses dados. Além disso, as companhias de fundos mútuos lhe dizem qual foi o retorno total do seu investimento do ano anterior, assim você não precisa digitar toda distribuição de dividendos e ganhos de capital.

Para calcular o retorno total do seu portfolio, existem maneiras simples de fazê-lo: usando papel e caneta. Simplesmente multiplique o retorno de cada investimento pela porção do seu portfolio que ele representa. Por exemplo, veja esta portfolio simples, dividido igualmente em dois investimentos que deram 10 e 20% de retorno respectivamente. Nesse caso, o seu retorno total seria de 15% (10 x 0,5 + 20 x 0,5 = 15).

As pessoas que investem várias vezes ao ano e querem saber qual o real valor dos seus retornos durante o ano, podem usar o software para obter a resposta. A não ser que você seja um negociador freqüente e está tentando medir o sucesso das suas compras e vendas, saber o retorno exato baseado em datas precisas que você investiu o dinheiro não significa nada. Isto é especialmente verdade se você é um investidor que usa a estratégia de custo médio do dinheiro.

Se você é um comprador regular, usar uma calculadora financeira funciona do mesmo jeito que o software pra calcular seus retornos baseado no tempo dos seus investimentos. Observe também que muitas companhias de investimentos estão fornecendo retornos pessoais dos investimentos nos seus web-sites ou enviando extratos pra sua casa.

Thursday, April 25, 2013

Novo Warren Buffett

Nos últimos anos, Warren Buffett, considerado um dos maiores investidores de todos os tempos, tem recebido bastante atenção devido ao seu sucesso no mundo dos investimentos. Vários livros sobre ele foram publicados (nenhum por ele). Muitos deles foram escritos e promovidos baseados no slogan de propaganda que prega que: “se ele fez desse jeito, lendo esse livro você pode fazer também!”.

No entanto, você pode ler cada livro escrito sobre Buffett e as chances são de 10 milhões pra 1 que você vai ser capaz de investir da mesma forma que ele. E não é porque você não seja Inteligente ou uma pessoa que não quer aprender. Mas você não pode investir como Buffett da mesma forma que você não pode se transformar num jogador profissional de basketball apenas lendo o livro de Michael Jordan.

Um comentarista financeiro diz que: “Se ganhar dinheiro no mundo é tão fácil, porque apenas Warren Buffett fez mais de 15 bilhões de dólares escolhendo ações individuais?”. Entretanto, Buffett não fez mais de 15 bilhões de dólares apenas escolhendo ações individuais.

Embora seja verdade que a Berkshire Hathaway, a firma que ele comprou em 1965 e até hoje ainda comanda, realizou excelentes investimentos em ações de companhias individuais. Mas Buffett construiu grande parte de sua enorme fortuna comprando e administrando uma grande variedade de negócios, especialmente companhias de seguro.

Em adição à 13 companhias de seguro, a Berkshire Hathaway possui empresas como See’s (Fábrica de doces), The Buffalo News (Jornal), Nebraska Furniture Mart (Moveis para casa no varejo), Borsheim’s (Joalheria), World Book (Editora de enciclopédia), Kirby (Fabricante de produtos de limpeza para casa), Fechheimer Brothers (Fábrica de uniformes) e H.H. Brown (Fábrica de sapatos) e mais duas dezenas de empresas que ficaria muito monótono citar aqui. Para mais informações, visite: http://www.berkshirehathaway.com/subs/sublinks.html

A maioria das empresas de seguro que a Berkshire Hathaway possui, são baseadas no estado americano de Nebraska. Sendo baseadas em Nebraska, estas empresas dão a Buffett dinheiro a custo baixo, pois sua empresa pode investir com cargas tributarias bastante amenas.

Tendo um tratamento especial, as companhias de seguro recebem o dinheiro das apólices e investem essa grana, que é chamada de float, até que alguns seguros precisem ser pagos. Diferentemente de quase todas as companhias de seguro, a Berkshire Hathaway está em Nebraska, estado com pouca regulamentação sobre empresas de seguro. E ela investe grande parte desse float em investimentos mais arriscado como ações.

A maioria das outras companhias de seguro não investem mais do que 20% em ações, e o restante em bonds, com retornos conservadores, baixos e monótonos. Buffett abusa da pouca regulamentação de Nebraska e coloca até 95% do float em ações.

Buffett gosta de comprar ações de companhias com nome e é atraído para qualquer empresa que tenha a habilidade de manter os clientes. Veja o que ele diz sobre seus investimentos em companhias de cigarros: “vou lhe dizer porque gosto da matemática do negocio do cigarro. Custa 1 centavo pra fazer, vende-se por 1 dólar, é viciante e tem uma lealdade à marca fantástica”.

O float também é investido de um jeito peculiar com relação aos impostos, uma vez que estes retornos dos juros compostos não são taxados e o ganho de capital final é taxado com uma alíquota reduzida, graças a uma proteção dada às companhias de seguro.

Como a Berkshire Hathaway cresceu ao longo dos anos, comprou muitos negócios e tem mais dinheiro pra investir, a riqueza de Buffett também cresceu, uma vez que o mesmo possui 41% das ações da companhia.

Dessa forma, dizer que Buffett construiu sua riqueza apenas escolhendo ações campeãs e que você pode repetir seu sucesso simplesmente lendo seus livros é querer se passar por ridículo.

Wednesday, April 24, 2013

Livros de investimento que valem à pena

Os melhores livros de investimento, isto é, aqueles que são agradáveis de se ler, são educacionais e com vários insights, são bastante raros. Alguns dos melhores livros de investimentos são técnicos em sua essência e são escritos por pessoa que trabalham na área financeira. Assim, não fique surpreso se eles precisarem de mais de uma leitura para serem compreendidos.

Invista no seu tempo, ele irá pagar muitos dividendos e ganhos de capital. Segue alguns exemplos de livros que não podem faltar em nenhuma estante de alguém que quer compreender o mundo dos investimentos:

A random walk down Wall Street – escrito por Burton Maikiel, é um clássico que foi publicado pela primeira vez em 1973. Maikiel, alem de economista de Princeton, é um escritor inteligente e que prende o leitor. A partir de exemplos desse século e de outros, Maikiel ensina como as bolhas especulativas, medo, ganância e assim como, a economia e fundamentos corporativos podem influenciar os mercados financeiros.

Uma premissa fundamental nesse livro diz que os mercados financeiros não podem ser adivinhados, especialmente no curto prazo. O senso comum confirma essa premissa: se alguém pudesse criar um sistema capaz de adivinhar os mercados e fizesse fortuna, porque caras d’água essa pessoa iria perder tempo escrevendo um livro ou publicando uma newsletter?

Maikiel, na verdade, é um dos pioneiros e precursores dos muitos fundos mútuos de índices, que simplesmente investem numa relativamente fixada cesta de ações e bonds, com o intuito de seguir a performance do mercado, em vez de querer ganhar dele.

Não precisa nem dizer, muitos dos senhores de Wall Street não são muito amigos desse livro. Como o próprio Maikiel diz, o próprio termo “random walk” é uma “obscenidade”.

Mas Maikiel apresenta uma montanha de argumentos e dados que sustentam sua teoria de que a maioria das firmas de Wall Street e suas pesquisas de investimentos não são merecedoras da confiança dos investidores.

Ele também critica convincentemente a área de analise técnica, que se propõe a prever preços das ações baseados em gráficos e tabelas e segundo momentos de preços do passado.

Maikiel explica como olhar para alguns indicadores de senso comum, como por exemplo, se os mercados de ações e bonds estão avaliados corretamente e baseado nos seus objetivos pessoais e tolerância de aceitar riscos, como desenvolver um bem pensado e bem sucedido plano de investimento.

Em vez de tentar adivinhar o futuro, Maikiel explica como o nível de risco que um investidor aceita ira determinar os seus futuros ganhos.

Money logic – a premissa principal desse iluminado e intrigante livro diz que a peça chave de muitas decisões de investimentos está em escolher entre duas ou mais alternativas sobre o que fazer com uma certa quantia de dinheiro.

Em outras palavras, porque você deveria investir nessa ação ou naquele fundo mutuo? Se você opta pelos fundos mútuos, você deveria investir no fundo X ou no fundo Y? E de fato faz sentido pagar por taxas de administração dos fundos que garantem a você o seu principal de volta depois de um certo numero de anos?

Surpreendentemente, existe muito pouca pesquisa ou conselhos disponíveis na praça sobre como tomar esta decisão e quais fatores considerar antes de tomá-la.

Money Logic: Financial strategies for the smart investor, escrito por Moshe A. Milevsky e Michael Posner, preenche esta lacuna com uma bem fundada discussão sobre muitos dos mais comuns instrumentos de investimentos.

Milevsky, que ensina administração de riscos na York University, em Toronto, usa dados históricos e lógica matemática para oferecer analises práticas sobre qual informação você deve se concentrar para fazer boas escolhas de investimentos.

Entre outras preocupações comuns, se encontra a ação de analisar o valor que os administradores agregam aos fundos, analisar se vale a pena pagar as tais taxas de administração em investimentos garantidos e quanto de diversificação internacional é a melhor solução.

Alem de ser um exercício que vale a pena, que é explicar uma área pouco explorada, você não irá aprender apenas a fazer boas escolhas de investimentos, mas você irá também descobrir os tipos de retorno que você pode esperar, baseado no preço que você está disposto a pagar e no risco que você esta disposto a aceitar.

Stocks for the long run – o professor de finanças Jeremy T. Siegel apresenta neste livro uma analise de retornos de ações e bonds catalogados desde 1802.

O livro é recheado de gráficos e tabelas, e muitos deles você não ira compreender a não ser que você seja um sujeito do tipo analítico, que adora gráficos. Siegel proporciona discussões compreensivas do mercado financeiro do mundo inteiro. Este livro se concentra no mercado de ações, apesar de discutir também o mercado de bonds, que são usados como comparação de riscos e retornos em paralelo com os riscos e retornos das ações.

Built to last and good to great – devido ao nome do titulo, algumas pessoas podem pensar que Built to last: successful habits of visionary companies foi escrito apenas para o pequeno numero de pessoas que querem construir uma grande companhia.

Entretanto, este livro escrito pelo consultor James Collins e pelo professor de negócios de Stanford Jerry Porras, é uma excelente fonte para todos os empreendedores e pessoas que trabalham em posições de lideranças de empresas, assim como aqueles interessados em investir em ações individuais. Raramente um livro de negócios excelente vai pra lista dos TOP dos best-sellers, mas built to last foi.

O livro apresenta os resultados de uma pesquisa excelente de 6 anos de duração, que investigou o que está por trás do sucesso de empresas como Wal-mart, 3M, Boeing, Hewlett-Packard, Ford, Motorolla e Sony, pois todas essas atingiram sucesso em suas respectivas industrias durante muitos anos.

Ao todo, os autores investigam 18 companhias extraordinárias e compara seus traços com os das empresas similares em longa vida, mas inferiores no quesito sucesso (na mesma industria).

As conclusões de Collins e Porras não dão apenas insights de como construir ou identificar um grande negocio em qual investir, eles também destroem alguns mitos. Por exemplo, algumas pessoas pensam que uma grande idéia está por trás de cada grande empresa. Este conceito está equivocado.

Na verdade, de acordo com a pesquisa dos autores, as empresas que são fundadas com base em uma grande idéia podem ser levadas a se concentrar muito nessa grande idéia em vez de se concentrarem no trabalho árduo de se construir uma grande empresa.

O fundador da Sony, por exemplo, escreveu um prospecto histórico de 9 paginas preparando o terreno para sua companhia, quando na verdade, no começo, ele só tinha poucas idéias. Empresas que se concentram demais no produto, como a maquina que cozinhava arroz, falham miseravelmente.

Companhias maravilhosas e criadoras são também rígidas e não modificam quando o assunto é respeitar suas ideologia e princípios. Em contrapartida, estas companhias tentam e experimentam estimular mudanças positivas e inovações.

E apesar do sucesso espetacular que possuem, as grande companhias geralmente dão tanto valor à cumprir um propósito e serem guiadas por valores quanto maximizarem seus lucros. Esse livro é cheio de insights, informações e exemplos, então não esperem absorver todo o seu conteúdo em apenas 2 leituras.

Collins recentemente escreveu outro livro maravilhoso, Good to Great: why some companies make the leap… and other don’t. Nesse livro, Collins apresenta os resultados de outro estudo de longa duração em cima de varias empresas que com o passar do tempo deixaram de ser medíocres e se tornaram grandes empresas.

Este novo livro, alem de presentear os leitores sobre como administrar seus próprios negócios, também ajuda a selecionar empresas onde investir.

Tuesday, April 23, 2013

Livros: O luxo e o lixo

Apesar da maioria dos livros de investimento ter algo a oferecer, muitos deles estão recheados com conselhos errados e desinformação. Como um sujeito que não é expert, talvez voce tenha dificuldade em separar o que é bom do monte de asneiras.

As idéias ruins podem poluir o seu pensamento e levá-lo à cometer os mesmos erros de investimentos que milhões de pessoas antes de voce já cometeram.

Não acredite em tudo o que voce lê. O mundo editorial não é diferente dos outros negócios. As editoras estão na praça pra fazer dinheiro e educá-lo de maneira positiva não é a prioridade deles.

Como em outras industrias, o desejo imediatista de colher lucros rápidos motivam algumas editoras a publicar conteúdos que pareçam atrativos no curto prazo, mas são tóxicos para os leitores no longo prazo.

Propagandas embutidas – os piores livros tendem a confundir mais do que ajudar. Por que um autor iria querer fazer isso? Bem, alguns autores têm uma tendência a fazer com que as coisas pareçam complicadas e misteriosas.

A intenção deles talvez seja vender uma assinatura de uma newsletter ou convencê-lo a entregar o seu dinheiro para que eles administrem.

Os piores livros empurram voce a comprar investimentos que o autor convenientemente tem para vender. Infelizmente, a maioria das editoras não fazem o dever de casa de investigar esses autores.

A maioria das editoras não liga pra intenção do autor ou se pelo menos o autor é de fato um especialista no tópico em questão, bastando que o autor esteja escrevendo um livro que possa ter vendas potencias. Autores que percorrem o país conduzindo seminários são melhores ainda para as editoras.

Assim, seja bastante cauteloso com livros de investimento que empurram voce para seminários caros e outros produtos e serviços também com preços bastante salgados. Os melhores livros de investimento procuram apenas instruir e educar.

Ignore performances não auditadas – os autores evitam auditorias sobre suas supostas altas taxas de retorno dos investimentos. Alguns editores fingem não ver ou até mesmo incentivam os autores a aumentarem seus feitos nas capas dos livros.

Se a performance não foi editada por uma firma independente, ignore-a. Lembre-se também que o mercado de ações no longo prazo dá retornos anualizados de algo em torno de 10%. Enxergue com ceticismo qualquer vidente ou autor que alega que de dará altos retornos que parecem mesmo muito bons pra serem verdade.

Monday, April 22, 2013

Rádio e TV

Quando saímos do mundo das revistas e dos jornais e entramos no universo televisivo e do radio, o componente "entretenimento" aumenta bastante.

Recebe o que paga - os piores conselhos financeiros são dados pra você, e não é de se admirar, "de graça". Muitas estações de radio tem talk shows que tratam de dinheiro. Uma vez que os ouvintes não pagam por esses shows, a propaganda freqüentemente escolhe quem e o que vai pro ar. Alguns desses shows são apresentados por alguém que nada mais é do que um vendedor de produtos financeiros. A primeira e talvez única motivação desses apresentadores é possivelmente fazer prospecção de clientes.

Muitos programas de radio locais sobre investimentos são apresentados por um corretor também local, que geralmente se autoproclamam consultores ou planejadores financeiros. Só pra você ter uma idéia, se um corretor fisgar um grande peixe por mês (uma pessoa com $300,000 pra investir, digamos), pode gerar comissões de ate $15,000, ao vender investimentos recebendo 5% de comissão.

Excesso de informação - imagine esta cena: o painel que conta regressivamente a abertura da New York Stock Exchange avisa que a bolsa irá abrir em 5 minutos e 32 segundos. Esse painel esta no canto direito de sua tela, no canal CNBC. No dia anterior, o chairman do Federal Reserve Board fez um corte inesperado na taxa de juros da ordem de 0,25% e as ações da NYES subiram rapidamente. Agora, na manhã seguinte, o canal CNBC tenta demonstrar toda a excitação de curto prazo para este acontecimento. A repórter esta tão animada que seu cabelo não para de cair sobre seu rosto, pois sua cabeça não para de mexer e ela esta quase sem voz.

Apesar dela estar tecnicamente apresentando o programa, seu trabalho de fato é manter os telespectadores colados na tela da TV para a abertura da maior bolsa de valores do mundo. Às 9:30 da manha, a bolsa abre e as transações começam a aparecer na parte de baixo da tela. Mudanças nos maiores índices do mercado (Dow Jones Industrial Average, S&P 500 e o Nasdaq Index) passam na tela. Muito mais emocionante do que uma disputa eleitoral ou uma final esportiva, este evento nunca acaba e oferece constantes mudanças e excitação. Mesmo depois que os mercados fecham em um local, a TV pode continuar a dar noticias sobre a bolsa de valores de outra parte do mundo.

Será que todos esses dados e noticias irão nos tornar melhores investidores? Claro que não.

Convidados não tão bem escolhidos - alguns jornalistas, freqüentemente no esforço de passar por cima de suas próprias falta de conhecimento técnico, passam a entrevistar "experts" em investimentos. Entretanto, jornalistas que não são especialistas, muitas vezes tem problema em discernir quem de fato são os especialistas. É relativamente fácil para quem é sofisticado financeiramente enxergar o perigo em dicas e tendências simplificadas demais que estes supostos "experts" dão para os espectadores.

Na maioria das vezes, os livros desses "experts" nunca são lidos pelos produtores dos programas. Eles, que são também financeiramente iletrados, freqüentemente decidem colocar alguém no ar baseados somente num kit de imprensa ou numa ligação de um publicitário ou agente desses "experts".

Wednesday, March 27, 2013

Imprensa escrita e Newsletters

Todas as noticias sobre investimentos que possam ser impressas, transmitidas ou vistas nos inundam com informações e conselhos. É necessário saber separar o joio do trigo e aprender investir como os melhores. Comecemos com a imprensa escrita.

Revistas e jornais - visite uma banca de revistas e você irá encentrar muitas publicações especializadas em investimentos e também muitas publicações apenas com colunas de investimentos. Você deve ficar atento para os problemas que possuem os artigos de investimentos dos jornais e revistas e procurar escolher a melhor publicação para as suas necessidades especificas de investimentos.

Simplificando demais - o tamanho limitado dos artigos de jornais e revistas pode facilmente levar os escritores à simplificar demais tópicos complicados e oferecer conselhos duvidosos. Por exemplo, muitos artigos se concentram nos retornos dos fundos mútuos e nas filosofias dos administradores desses fundos e se esquecem de falar sobre seus riscos e conseqüências fiscais de se investir nos fundos que eles recomendam.

Criando medo - toda vez que o mercado de ações cai bruscamente, a mídia faz um grande circo. Manchetes nas primeiras páginas são mais ou menos assim: "O começo do fim", perturbando os investidores para que vendam suas ações. Outros artigos colocam medo nos pais alegando que o preço das universidades para os filhos vai ser muito caro e eles não vão poder pagar. E dão o típico conselho: comece a poupar e investir cedo, assim você não terá que dizer a Júnior que você não pode pagar pra ele fazer universidade.

Novamente, esses artigos ignoram completamente as conseqüências fiscais e riscos dessas estratégias de investimentos recomendadas por eles. Por exemplo, se os pais não tirarem vantagem dos RRSPs, eles irão pagar mais impostos. Boas decisões de investimento necessitam de um approach holístico que saiba que as pessoas tem quantias limitadas de dinheiro e precisam realizar esses tipos de trade-offs.

Conselho pobre - veja o artigo publicado na Money Magazine que dizia que: "onde ter altos e seguros retornos". O titulo por si só já deveria levantar um sinal vermelho: é impossível ter um alto retorno sem riscos. em outras palavras, para ter altos retornos, você precisa estar disposto a aceitar alguns riscos. O Artigo dizia que você poderia tirar até 18% ao ano se você seguisse as recomendações deles. Mas os especialistas dos mercados financeiros sabem que os maiores investimentos de propriedade, como ações e imóveis, retornam não mais que 10 ou 12% ao ano e que esperar mais do que isso é ter esperanças surreais.

Citando falsos especialistas - historicamente, uma forma que os jornalistas tem de disfarçar suas faltas de conhecimento técnico é entrevistar e repetir citações de especialistas financeiros. Apesar de que isso às vezes pode agregar credibilidade e qualidade à uma historia, jornalistas que não são experts eles mesmos tem dificuldades de identificar quem são os especialistas de verdade.

É impressionante como escritores de finanças dos jornais e revistas citam conselhos escritores de "newsletters". O problema é que os conselhos das newsletters são na maioria errados e levam investidores a terem retornos mais baixos devido a freqüentes compras e vendas do que se tivessem comprado e mantido as ações.

Concentração em ruídos e curto prazo - aliado ao fato de não fazerem seu dever de casa antes de citar um "especialista", os escritores da imprensa financeira diária tendem a visa o curto prazo. Hoje é comum os jornais diários terem tabelas mostrando os movimento do mundo das ações com 5 minutos de intervalos do dia anterior. Esse foco no ruído do dia leva os investidores receosos ao pânico e a tomarem decisões baseados na emoção, como vender suas ações apos uma grande queda do mercado de ações.

Evidentemente que a mídia diária escrita não é a única a trabalhar em cima do curto prazo. Televisão, radio e a internet também induzem o investidor a perder a visão do longo prazo e não enxergar a "big picture".

Tirando o melhor dos jornais e revistas - então o que você deve fazer para descobrir mais coisas sobre investimentos mas não quer ser inundado com informações? Eduque-se e seja seletivo. Se você esta pensando em assinar alguma publicação financeira, vá até uma biblioteca pública antes e leia algumas edições anteriores dessa possível revista a ser assinada. A informação que lá se encontrava, estava certa ou continha boas dicas? Quanto mais você conhece, mais fácil é para separar o joio do trigo.

Corra longe de publicações que juram serem capazes de prever o futuro. Infelizmente, desde que os mercados financeiros ficaram mais voláteis no final dos anos 1990 e começo dos anos 2000, surgiram mais e mais publicações estão promovendo colunistas que gostam de fazer previsões. Leia as biografias e tente conhecer os pontos fortes e fracos dos colunistas. Olhe toda a publicação. Alguns colunistas ou publicações podem cometer erros, mas alguns cometem mais erros do que os outros.

Avalie os conselhos em áreas que você conhece. Por exemplo, se você esta interessado em investir na Microsoft ou Nortel, e é familiar com a industria de computadores, descubra o que as publicações estão dizendo sobre investimentos em tecnologia. E lembre-se que você não vai ganhar do mercado financeiro, porque eles são razoavelmente eficientes. Gaste o seu tempo procurando informações e dicas que o ajude a atingir os seus objetivos e desenvolver em plano com recomendações especificas ao seu caso.

Newsletters de investimentos - particularmente no negocio das newsletters, encher sua caixa de e-mail com material promocional fazendo propaganda de seus retornos maravilhosos. Administradores de fundos privados que não são sujeitos ao mesmo requerimento de auditoria como os administradores de fundos mútuos podem fazer o mesmo. Seja especialmente cuidadoso com as newsletters que prometem altos retornos. De acordo com a Hubert Financial Digest, uma publicação que avalia as newsletters financeiras, as piores newsletters de investimentos tiveram retornos piores do que as médias do mercado em até 12% mais baixas. Algumas até conseguiram perder dinheiro dos clientes nessa década onde o mercado de ações deu excelentes retornos.

Suspeite quando as newsletters colocam suas performances do passado. Não acredite nesses dados ao menos que eles forem auditados por uma firma de contabilidade com boa reputação, com experiência nesse tipo de auditoria. Para fazer boas escolhas de investimentos, você não precisa de previsões. Se você optar por seguir estes videntes e tiver sorte, tudo bem. Mas, com muita freqüência, você irá perder muito dinheiro com esses enganadores. Fique longe de newsletters que alegam serem capazes de prever o futuro. Ninguém tem uma bola de cristal.

Mas se mesmo assim você ainda quer assinar alguma newsletter, procure aquelas que tem uma filosofia conservadora, de longo prazo e anti-bola de cristal. As melhores newsletters irão admitir que elas não podem prever qual ação ou fundo irá ser o campeão da próxima estação. Ao invés disso, eles farão questão de mostrar o papel deles como analistas, escrevendo analises úteis de background das empresas potenciais a serem investidas e informado os leitores sobre qualquer mudança significativa ou noticias sobre a área que eles cobrem.

Para os investidores de ações, boas newsletters são: 1) The investment report, publicado semanalmente e que custa $297 por ano e 2) The succesful investor, publicado mensalmente e que custa $72 por ano. Para investidores de fundos mútuos, dê uma olhada no Canadian Mutual Funds Adviser, publicado a cada duas semanas e que custa $127 por ano.

Tuesday, March 26, 2013

Separando fatos da ficção

Não é porque temos mais fontes de conselhos sobre investimentos que você deve ler, escutar ou assistir todos eles. Eis algumas receitas para escolher inteligentemente entre os conteúdos disponíveis no mercado.

A primeira regra pra maximizar as suas chances de encontrar as melhores informações sobre investimentos é reconhecer que não existe almoço gratuito. Muitas pessoas são seduzidas pela idéia de "informação gratuita". Observe na sua TV, rádio ou internet e você se deparara com montanha de coisas "de graça".

Claro, alguém está pagando para promover todo esta conteúdo "de graça" e ele está ali por alguma razão. Na maioria das vezes, a publicidade está pagando a conta. E é aí que mora o grande perigo. Imagine por um momento que em vez de comprar um livro, você pudesse obter uma cópia apenas indo a uma livraria e legalmente pegando da prateleira e indo embora. Depois suponha que esse livro fosse totalmente financiado por propagandas. Em vez de 450 páginas, este livro teria 900, com metade das páginas dedicadas à anúncios.

Então veja, apesar do livro ser mais grosso, seria de graça. Aí você pensa que ainda assim estaria no lucro, pois o livro contem informação alem dos comerciais, mas não é assim na maioria das vezes. Alguns autores optam por escrever livros que são iguais a um anuncio, em que ele tenta "vender" alguma idéia. Esses autores não estão interessados em educar ou ajudar as pessoas da mesma forma em que estão interessados em vender algo pra você.

Assim, por exemplo, um autor pode querer escrever que os mercados são muito complicados para os simples mortais, que você não pode nem sonhar em querer investir sozinho e que você precisa de um consultor financeiro, que, para não grande surpresa, ele vem a ser um. Em resumo, propaganda sempre compromete a qualidade do conselho financeiro.

Com isso não se quer dizer que não vai encontrar dicas úteis de investimentos na mídia. Você pode encontrar bons programas de investimentos no radio, TV e alguns sites úteis de investimentos na internet.Entretanto, estes seriam exceções à regra que diz que onde há propaganda, há pouca informação disponível. Da mesma forma, apenas porque revistas e jornais tem muita propaganda não quer dizer que alguns colunistas e seus artigos não mereçam serem lidos.

A propaganda pode causar os seguintes problemas:

Conteúdo influenciado - muitas companhias donas de jornais ou editoras de revistas e assim como estações de radio e TV que trabalham com anúncios alegam que o departamento comercial é separado do departamento editorial. A verdade, entretanto, é que na maioria dessas empresas, os anunciantes influenciam no conteúdo. No mínimo, o ambiente editorial é conivente para a venda do produto do anunciante. Os canais de televisão sobre mercado de ações, por exemplo, tem muitos anúncios de corretores induzindo os investidores a comprar ações que eles estão querendo vender. Pior ainda, muitos canais tem anúncios de empresas que dizem que podem ensinar a você como ganhar muito dinheiro com ações, praticando o que eles chamam de "day trading".

Sem surpresa, estas estações de TV oferecem muitos jornais de noticias que endossam ecoisas rradas (como day trading) em vez de condenar essas ações. Em vez de se perguntarem o que é de melhor interesse pros telespectadores e leitores, os executivos da mídia e editores se perguntam o que irá chamar mais atenção e conseqüentemente, mais anunciantes.

Conteúdo corrompido - em muitas empresas, os anunciantes podem ter uma influencia direta e manipulador no conteúdo editorial. Especificamente, algumas empresas da mídia e editoras não irão simplesmente dizer nada negativo sobre um grande anunciante ou irão enaltecer propositalmente e endossar companhias de investimentos que são grande anunciantes.

A influencia da propaganda esmaga a liberdade de expressão e, mais importante, afastam os leitores e telespectadores de saberem da verdade e de terem o melhor conselho financeiro.

Conteúdo de baixa qualidade - devido às razoes explicadas anteriormente, algumas fontes de informações de investimentos simplesmente cortam caminho quando se trata de prover conteúdo de qualidade. Uma vez que os consumidores não pagam nada para a maioria das fontes de investimentos, a mídia é incentivada a vender espaço pra publicidade e não contratam escritores de gabarito que podem dar boas informações.

Wednesday, March 20, 2013

Aumento da moda financeira


Porque todo mundo na mídia e as editoras estão publicando tanta coisa a respeito de investimento? Será que o dinheiro ficou tão mais complicado nos últimos tempos? Ou será que existem mais executivos da mídia e do mundo editorial mais preocupados em ajudar os investidores? Os parágrafos seguintes explicam algumas das razoes do porque que investir se tornou esse tópico to quente nos últimos tempos.

Maior número de meios de comunicação - o número de canais de televisão se multiplicaram devido à televisão à cabo. A explosão da internet trouxe também uma mídia completamente nova. Ao passear pelos canais da TV à cabo a qualquer hora do dia ou da noite, voce encontrará comerciais que prometem transformar voce em um magnata dos imóveis ou em grande especulador da bolsa de valores apenas se dedicando no seu tempo livre.

Agora, a um relativo baixo custo, qualquer pessoa pode ter uma pagina na web. O fácil acesso a esses meios de comunicação permite que qualquer um com uma personalidade animada e alguns dólares no bolso pareça ser um expert. Estas opções de comunicação mais novas são primariamente estruturadas em torno de vender propaganda mais do que oferecer conteúdo de qualidade.

Mudanças econômicas geram incertezas - muitos fatores levaram a essa explosão de conselhos e informações financeiras oferecidas pela mídia e pelo mundo editorial. Algumas são obvias: competição global e rápidas mudanças em tecnologia estão empurrando as industrias a fazerem mudanças mais dramáticas em período de tempo muito menores.

E apesar dos empregos serem relativamente fartos para aqueles com qualificação e habilidades, o medo de perder o emprego e da instabilidade financeira está em alta. Assim, essas mudanças econômicas estão empurrando muitos a procurarem aconselhamento financeiro.

Conflitos de interesses e caros - Economicamente, a incapacidade da industria de consultoria financeira pessoal em satisfazer as necessidades de quem os procura por ajuda é uma das razoes porque muitos investidores procuram dicas financeiras em outras fontes.

A maioria dos conselheiros financeiros ganham parte ou todo o seu dinheiro através de comissões dos produtos que vendem. Do pequeno numero de conselheiros que cobram dinheiro pelos seus serviços, administra dinheiro principalmente pros mais ricos. E mesmo esses também tem seus conflitos de interesses.

Estes conselheiros tem um preconceito contra recomendar algumas estratégias como pagar mais rápido a sua hipoteca ou investir em imóveis ou seu negocio próprio, ou qualquer investimento que tire seu dinheiro da administração deles. E as suas horas de trabalho são geralmente bem caras.

Mais opções de investimento e responsabilidades - A dificuldade de encontrar ajuda financeira objetivo é tão frustrante quando se deparar com as complexas opções de investimento disponíveis no mercado hoje em dia. Alem disso, cada vez mais, os empregados estão sendo forçados a tomarem mais responsabilidades de poupar o próprio dinheiro pra aposentadoria e decidir como investir o seu próprio dinheiro.

No passado, a maioria das empresas ofereciam fundos de pensão administrados por ela, com pagamentos prefixados. Nestes planos, o empregador poupava dinheiro em nome dos empregados e contratava um administrador para esse fundo que decidia como administrar o dinheiro. Tudo o que o empregado tinha que saber era a extensão dos benefícios que eles tinham direito e quando eles poderiam começar a retirar o cheque mensal.

Hoje, os trabalhadores contribuem com uma quantia "x" por mês e algumas vezes, a empresa também contribui em nome dos empregados. Mas não é fixado a quantia que cada trabalhador ira receber desse fundo de aposentadoria. O empregado geralmente tem que tomar algumas decisões acerca de como o dinheiro é investido. E o valor de quanto cada pensionista ira receber ira depender do sucesso (ou insucesso) destas decisões. Iguais aos RRSPs individuais, os empregados precisam se educar sobre quanto eles precisam poupar e como investir. Em adição de ter que conhecer planos de aposentadoria e alocação de investimentos, as pessoas se deparam com um estonteante numero de produtos financeiros, como as centenas de fundos mútuos que estão no mercado.

Sociedade focada em dinheiro - As paginas dos tablóides e revistas de fofoca estão cheias de informações sobre celebridades milionárias e altos executivos, também com bastante dinheiro. Outro sinal disto é que a nossa sociedade liga muito mais pra dinheiro do que pras relações humanas. Algumas pessoas acreditam que terem exércitos de empregados pra criarem seus filhos e tomarem conta de sua casa é um símbolo de luxo e riqueza. Outros gastam milhares de dólares em luxuosos e financiados carros, que requerem anos de trabalho para serem pagos.

Mas não gastam tempo com os filhos e ficam se perguntando porque a taxa de suicídio dos canadenses triplicou nas ultimas duas gerações, e também porque a violência nas escolas e em todos os lados só faz crescer.

Wednesday, February 27, 2013

Escolhendo as fontes

No passado, encontrar informações sobre finanças era muito mais simples e limitado. Você poderia assinar publicações como a Business Week e Forbes Magazine para questões gerais sobre dinheiro e um grande jornal para preços diários de ações. O investidor mais rico tinha o Wall Street Journal ou o Financial Post entregue diariamente.

Os tempos mudaram. Hoje os investidores se deparam com uma sobrecarga de informações. Radio, TV, revistas, jornais, livros, internet, família, amigos, vizinhos, motoristas de taxi. Todo lugar que você vai, alguém estará te oferecendo dicas de investimentos, opções e conselhos.

Você não pode pegar um jornal ou revista ou visitar os canais de sua tv à cabo ou seu radio sem se deparar com artigos, estórias, segmentos e programas inteiros dedicados à questões de investimento.

Você não paga diretamente pela maioria dessas informações e, infelizmente, você recebe exatamente pelo que pagou: a maioria desses conselhos financeiros é tendencioso ou errado.

Evidentemente, muitos desses sites "de graça" de investimentos são gerados por empresas de investimentos ou alguém com alguma coisa pra ser vendida. Porque o site não cobra uma taxa de utilização? Inocente pensar que estão te dando um almoço gratuito, mas o que estes sites te dão é nada mais do que propaganda, sutil e explicita, para qualquer produto ou serviço que eles vendem. Se esses sites cobrarem das pessoas para utilização, pouca gente iria visitá-los.

Sabendo escolher, as melhores fontes de informação sobre investimentos podem fazer com que você aprofunde a sua educação e conhecimento financeiros e fazer com que você tome decisões mais acertadas.

No final dos anos 1990 e começo dos anos 2000, muitas pessoas que estavam administrando seus investimentos no longo prazo, de maneira conservadora, se viram deixado pra trás, financeiramente falando.

Mas, durante a brusca queda do mercado de ações que começou no final de 2000, as ações chamadas tecnológicas foram engolidas e outros segmentos do mercado, como bonds, tiveram seus valores aumentados.

A grande razão porque tantas pessoas estavam falando sobre fazer dinheiro com ações tecnológicas era porque muitos instrumentos da mídia estavam falando sobre esses investimentos e outras questões de administração pessoal do dinheiro 24 horas por dia.

Tuesday, February 26, 2013

Alocando investimentos educacionais


Se você possui até 80% dos seus investimentos para a universidade do seu filho em ações e 20% em bonds quando o seu filho ainda é jovem, você pode maximizar o crescimento do dinheiro sem tomar muitos riscos.

Quando seu filho está no segundo grau, você pode tornar esse investimento mais conservativo e ficar com 50% em ações e 50% em bonds. Finalmente, nos anos mais perto do seu filho entrar na universidade, você não deve ter mais de 20% em ações.

Fundos mútuos diversificados e bonds são os investimentos ideais quando você investe para a universidade.

Como pagar a universidade ou college - se você coloca todo o seu dinheiro no seu RRSP, é razoável se perguntar como você ira fazer pra pagar os custos educacionais dos seus filhos quando for chegada a hora.

Na maioria dos casos, mesmo que você tenha alguns bons ativos líquidos acumulados que possam ir diretamente pra conta da universidade, você irá, provavelmente, precisar pedir algum dinheiro emprestado. Apenas os muito ricos podem pagar pela universidade ou college em dinheiro vivo.

Uma boa fonte de dinheiro é a equity que você construiu na sua casa. Você pode pegar dinheiro no banco dando sua casa ou parte do que foi paga como garantia, à uma taxa de juros relativamente baixa.

Outro lugar para se olhar são os Canada Student Loans Program, que o governo federal mantém em conjunto com as varias províncias (Quebec e os Territórios do Norte tem seus próprios programas, independentes de Ottawa).

Para aplicar, contate o seu ministério da educação provincial. Você pode encontrar mais informação on line no www.canlearn.ca. Enquanto seu filho ainda estiver na universidade, o governo paga os juros do empréstimo, porem, seu filho irá ter que começar a pagar o empréstimo seis meses depois que ele se formar.

Em adição aos empréstimos, um numero de programas de incentivos estão disponíveis nas escolas e no governo, assim como em fontes independentes. Um bom começo é fazer uma visita ao escritório de tutelagem da universidade (guidance counselling office).

A maioria das universidades tem listas de bolsas do governo local e bolsas privadas, incentivos e prêmios. Você também deve considerar também as empresas dos pais. Um grande numero de empresas tem bolsas estudantis para os empregados e para os filhos dos empregados.

Contate a universidade ou college que seu filho está considerando ir para ver quais outras fontes de financiamento estão disponíveis. Você pode encontrar links para outras fontes de financiamento visitando: www.canadian-universities.net/index.html e clique em ajuda financeira e bolsas (Financial aid & Scholarships). Você pode então escolher a província e você irá ter uma lista de links para a página de ajuda financeira de cada universidade.

Você pode também contatar o Canada Millennium Scholarships Foundation. O governo federal tem planos de distribuir 100,000 bolsas para estudantes de média e baixa renda. A bolsa gira em torno de $3,000 ao ano e pode ser concedida por 4 anos. Você pode encontrar mais informações no www.millenniumscholaships.ca

Outra lista de fontes de financiamento podem ser encontradas on line. Visite os sites das universidades ou colleges que seu filho está pensando em ir. Você pode encontrar links para todos os escritórios provinciais e territoriais de assistência ao estudante no www.hrsdc.gc.ca. Outra boa fonte de financiamento pode ser encontrada no http://studentawards/english/canlearn.

Monday, February 25, 2013

Investindo para a universidade dos filhos

Se você é igual a todo mundo e alem de pagar a sua hipoteca e continuar a fazer contribuições no seu RRSP, você deve também estar tentando juntar grana para pagar a universidade dos seus filhos.

O mais comum é simplesmente colocar atenção aos dois primeiros objetivos e ignorar o terceiro. Se você batalha pesado pra diminuir o tamanho da sua hipotecas, existe uma grande chance de que você terá reduzido ou terminado o pagamento dela quando chegar o tempo dos seus filhos estarem indo pra universidade.

Se você pagou grande parte da sua hipoteca, você estar em posição de fazer um empréstimo dando sua casa de garantia, para pagar as despesas educacionais.

Batalhar pra crescer o seu RRSP, faz com que você provavelmente tenha acumulado uma boa soma através das contribuições e dos juros compostos, no tempo em que sua prole eventualmente queira seguir os estudos universitários.

Se você está acostumado a pagar a você mesmo em primeiro lugar, regularmente vertendo parte do seu dinheiro pro seu RRSP, você pode parar de contribuir para o seu RRSP por um tempo para pagar a universidade dos filhos e quando eles se formarem, você retorna suas contribuições.

Para algumas pessoas, a educação é tão importante que elas não se sentem confortáveis até que coloquem alguns dólares de lado especialmente para este fim. Outras podem ter a invejável posição de ter alguns dólares poupados pra educação ao mesmo tempo em que paga a hipoteca e contribui pro RRSP.

Plano de poupança educacional (RESP[1]) - Você pode investir até $4,000 por ano em um RESP, para cada uma de suas crianças, com um teto máximo de $42,000 de contribuição total.

RESPs diferem dos RRSPs no fato de que se você colocar menos da contribuição permitida por ano, você não pode carregar o espaço de contribuição inutilizado e usá-lo no ano seguinte. Em outras palavras, não é permitido fazer um catch-up.

Apesar de você não ter uma dedução de impostos para as suas contribuições, você não é taxado nos lucros dentro do plano. Como em um RRSP, o dinheiro é tratado como renda e taxado apenas quando é sacado.

Entretanto, desde que você use esse dinheiro pra pagar a educação dos seus filhos, o dinheiro será tratado como sendo renda dos seus filhos. Na maioria dos casos, seus filhos terão pouca ou nenhuma renda e esse dinheiro poderá sair do RESP sem pagar taxa alguma.

Uma razão porque os RESPs são freqüentemente uma boa escolha é que o governo adiciona algum dinheiro às suas contribuições. Sob o CESG[2], o governo federal irá colocar outros 20% em cima de qualquer contribuição que você faça, até o máximo de $400 por ano.

Se você contribuir com $2,000 pra cada criança, por exemplo, o governo automaticamente lhe dá $400, livre de impostos.

Se você não utilizar ao máximo o uso do seu CESG em um ano contribuindo com $2,000, não se preocupe. Como observado acima, você não pode utilizar o espaço que não foi usado para o próximo ano se você não colocar o máximo de $4,000 ao ano.

Entretanto, você não perde o incentivo de $400 anual que você tem direito. Se você colocar menos de $2,000, você pode ganhar o CESG que não foi usado nos anos seguintes. Mas, em qualquer ano, você é ainda limitado uma contribuição máxima de $4,000. Assim, o máximo de incentivo que você ganhar em um ano é também limitado à $800.

Vejamos m exemplo à titulo de clarificação. Suponha que este ano você colocou $1,000 no seu RESP. Você poderia ter colocado até $4,000, mas uma vez que o ano acabou, a chance de fazer a contribuição desses outros 3,000 que você tem direito acabou-se pra sempre.

Com relação ao CESG, os $1,000 irá lhe render um incentivo de $200. Uma vez que o incentivo máximo por ano é de $400, você terá um incentivo de $200 que poderá ser usado lá na frente. No ano seguinte, suponha que você contribuiu com $3,000. Os primeiros $2,000 lhe darão o direito do incentivo máximo de $400. Os outros $1,000 também lhe dão o direito de $200, que são os $200 que você trouxe do ano que teve a oportunidade e não usou os $400 inteiros.

Os RESPs também oferecem uma certa escolha de investimentos. Você pode dispor da mesma lista de compras que esta disponível aos RRSPs, incluindo os vários tipos de fundos mútuos e até ações.

Caso o seu filho não deseje ir pra universidade, você poderá retirar as suas contribuições originais sem nenhum penalidade. Entretanto, você terá que devolver todos os CESGs que você recebeu durante todos esses anos.

Em adição, o dinheiro que você lucrou em cima das suas contribuições e dos incentivos dos CESGs serão também taxados. Você pode transferir até $50,000 dos lucros para o seu próprio RSP ou o da sua esposa, desde que você ou sua esposa tenham espaço pra contribuição que não foi utilizado ainda. Qualquer porção dos lucros do seu RESP alem dos $50,000 serão taxados na sua alíquota marginal. Em adição, você paga uma penalidade extra de 20%. Somando com sua conta de impostos, isso pode significar uma perda de até 65% dos seus lucros.

[1] Registered Educational Savings Plan

[2] Canada Education Savings Grant

Friday, February 22, 2013

Protegendo seus ativos


Você pode cometer um erro que pode colocar todos os seus investimentos em risco: não proteger os seus ativos fazendo um seguro para eles.

Decisões acerca do montante de seguros que você precisa ter é uma questão do seu desejo e possibilidade de aceitar riscos financeiros. Alguns riscos não vale a pena ter. Não superestime sua habilidade de prever com antecedência acidentes e outras faltas de sorte que podem acontecer na sua vida. Veja o que você precisa saber para proteger você e seus ativos:

Seguro de patrimônio - você deve ter pelo menos seguro do patrimônio para proteger o seu portfolio. Por exemplo, casa ou carro. Se a sua casa pegar fogo e você não tinha seguro, terá que pagar outra provavelmente com seu portfolio. Faça seguro pro seu negocio e também para processos judiciais.

Seguro para acidentes de longo prazo - o que você irá fazer (e sua família) para substituir a sua renda se um acidente lhe deixar inválido e você não puder mais trabalhar? Mesmo que você não tenha dependentes, você mesmo iria ficar na pior. A maioria dos grandes empregadores oferecem planos de grupo com bons benefícios e são mais baratos do que se você fizer um por você mesmo. Também, você pode checar com a sua associação profissional se eles tem um plano de grupo com preços competitivos.

Seguro de vida - Se outros dependem de sua renda, esse é um ponto importantíssimo. Se você é solteiro, ou os seus entes queridos podem viver sem a sua renda, não faca seguro de vida. Fique somente com o seguro contra invalidez.

Planejamento de inventário - No mínimo, as pessoas precisam de um simples testamento expressando para quem eles gostariam de deixar suas posses. Se você tem ativos consideravelmente valiosos fora do seu RRSP, você pode também se beneficiar estabelecendo um "trust", onde você mantém o dinheiro para evitar que este vá a disputa e economize você as taxas de advogados.

Testamentos em vida e procurações medicas são úteis de se ter em caso de você esta em uma situação gravíssima de saúde em que não pode mais se comunicar.

Se você tem um bom patrimônio, fazer um bom planejamento de inventário é sábio para minimizar impostos e assegurar que o máximo de sua herança vá para os seus entes queridos em vez de parte dela ir pro governo e para as mãos dos advogados.

O que acontece é que muitas pessoas não estão totalmente cobertas com os seguros necessários e outras pessoas possuem seguros alem do necessário. Muitas pessoas também possuem seguros que não são muito dedutíveis.

Lembre-se de fazer seguros contra perdas potenciais que podem ser catastróficas, financeiramente falando, para você. E Não gaste seu dinheiro para fazer seguro para se proteger de perdas pequenas.

Thursday, February 21, 2013

Custo médio de compra


Custo médio de compra[1] é a prática de investir um montante regular em um intervalo de tempo pré-estabelecido, como mensal ou trimestral, em investimentos voláteis como ações e fundos mútuos. Se você alguma vez já retirou dinheiro automaticamente do seu salário e colocou em um RRSP que possui ações e bonds, você já praticou um custo médio de compra.

A maioria de nós investe parte do salário que ganhamos, todo mês. Mas se você tem um dinheiro sobrando, você pode optar por investir esse dinheiro de uma paulada só ou investir gradualmente através da teoria de custo médio de compra.

A maior atração de gradualmente alimentar dinheiro no mercado com o custo médio de compra é que você não despeja todo o seu dinheiro em um investimento potencialmente supervalorizado prestes a começar a cair de preço. Mais, o custo médio de compra ajuda aos investidores tímidos a trabalhar o psicológico à respeito de investimentos mais complicados.

Custo médio de compra é feito para investidores com grandes somas de dinheiro boiando em investimentos "seguros" como GICs ou caderneta de poupança. Por exemplo, usando o custo médio de compra, um investidor com $100,000 para investir em um fundo mutuo de ações pode colocar o seu dinheiro no investimento gradualmente, em vez de investir o dinheiro inteiro de uma só vez em ações e possivelmente estar comprando essas ações quando estão com seu valor máximo. Digamos que ele coloque $12,500 trimestrais, num total de 2 anos.

Muitas empresas grandes de investimentos, especialmente aquelas que vendem fundos mútuos, permitem que os investidores estabeleçam planos de investimento automáticos, onde o custo médio de compra ocorre sem o envolvimento direto do investidor.

Claro, como toda estratégia de redução de risco, o custo médio de compra tem seus defeitos. Se os investimentos de crescimento apreciaram (como são esperados fazer), o investidor de custo médio perderá de ter retornos mais altos no seu dinheiro que está esperando pra ser investido.

Richard E. Williams e Peter W. Bacon, professores de finanças na Wright State University, concluíram que aproximadamente 64% do tempo, um investidor que coloca uma grande quantia de dinheiro no mercado de ações tem retornos maiores no primeiro ano que um investidor que coloca o dinheiro em parcelas mensais no primeiro ano. Eles estudam dados do mercado americano das ultimas sete décadas.

Moshe Arye Milevsky, professor de negócios da York University, concluiu a mesma coisa no seu livro "Money Logic". Segundo sua pesquisa, se você investiu $10,000 em um fundo mutuo de ações canadenses, você deveria ter $11,000 após um ano. Em suma, esta pesquisa mostra que 2/3 do tempo, seu investimento inicial poderia valer entre $9,500 e $12,500

Em comparação, se você tivesse investido o dinheiro em parcelas iguais nos 12 meses, no final daquele ano seu investimento inicial deveria estar valendo $10,748. Mais especificamente, 2/3 do tempo, você deveria ter algo entre $9,898 e $11,598.

Sabendo que você estará ganhando em 2/3 do tempo se você investe o dinheiro todo no mercado de ações, saiba que também terá problemas se fizer isso justamente antes de uma queda no mercado. No outono de 1987, o mercado de ações canadense, medido pelo TSE Index, caiu 31% e em 1973-74, o mercado diminuiu o seu valor em 38%.

Assim, os investidores que temem que as ações podem estar prestes a começar a cair deve praticar o custo médio de compra, certo? Calma, não chegue à conclusões precipitadas. Investidores apreensivos que usam o custo médio de compra estão muito propensos a parar de comprar se os preços caírem muito, pondo por terra completamente a vantagem desse método, que é comprar também em baixa para justamente fazer a média de compra.

Então, o que fazer o investidor que tem uma soma de dinheiro e quer investi-la? Primeiro, veja o peso que essa soma tem pra você e pra suas finanças. Apesar de $100,000 ser uma grande quantia para a maioria das pessoas, é apenas 10% se o seu portfolio for de 1 milhão, não valendo a pena fazer uso do custo médio de compra. Em suma, se o dinheiro que você tem pra investir é menor do que 25% do seu portfolio, não perca tempo com o custo médio de compra.

Custo médio de compra faz sentido para investidores com grande parte do seu portfolio em dinheiro que quer minimizar o risco de transferir esse dinheiro para investimentos mais agressivos como ações. Se você acredita que é um expert do mercado e acha que as ações estão caras, isso faz aumentar o apelo do custo médio de compra.

Por quanto tempo você deve praticar o custo médio de compra? Se você usa por um período muito curto, talvez você não de ao mercado tempo suficiente para correção que acontece durante e depois que algumas das suas compra aconteceram.

Se você usa por um período muito longo, você irá perder uma subida grande no preço das ações. A sugestão é usar o custo médio de compra por 1 ou 2 anos para ter um equilíbrio.

Para fins de sincronização, os investidores de fundos mútuos devem fazer seu custo médio de compra no começo de cada trimestre, porque os fundos mútuos que fazem distribuição de dividendos tendem a fazê-la no final de cada trimestre.

Um último ponto importante. Quando você usa o custo médio de compra, estabeleça um plano de saque automático da sua conta, assim ficará mais difícil de você correr e parar de investir. E para os mais corajosos, podem querer tentar uma estratégia alternativa ao custo médio de compra, o chamado valor médio de compra, que faz com que você invista mais quando os preços estão caindo e menos se os preços estão subindo.

Suponha que você quer usar o custo médio de compra e investir $500,00 por trimestre num fundo mutuo agressivo de ações. Depois dos $500,00 iniciais, o preço do fundo caiu 10%, reduzindo o seu portfolio para $450,00. O valor médio de compra fará com que você invista $500,00 no próximo trimestre mais $50,00 para compensar a queda sofrida. Contrariamente, se o fundo tivesse crescido para $550,00 depois do seu investimento, você teria que investir somente $450,00 no segundo round.

Aumentar o montante que você que investe requer confiança quando os preços caem, mas fazer isso irá aumentar em muito o seu retorno quando os preços subirem.

[1] Dollar Cost Average

Monday, February 18, 2013

Equilibrando seu portfolio


Diversificar o seu portfolio ajuda a protegê-lo de naufragar devido à um ou dois maus investimentos.

O primeiro fator a se considerar é a sua idade. Quanto mais jovem você for e mais anos tiver até começar a sacar o seu dinheiro, maior a porcentagem do seu portfolio que você pode colocar em investimentos de crescimento de longo prazo, como ações, imóveis ou negocio próprio.

A vantagem desses tipos de investimento é o potencial de realmente fazer o seu dinheiro crescer. E o risco? O valor do seu portfolio pode diminuir de tempos em tempos.

Quanto mais jovem você é, mais tempo seus investimentos terão para se recuperar de uma grande queda. Nesse sentido, investimentos são mais ou menos como pessoas. Se uma pessoa de 30 anos e uma de 80 levarem um tombo no meio da rua, as chances são maiores de que o de 30 anos fique completamente curado e o de 80 anos talvez nunca seja capaz de andar direito.

Uma regra antiga diz que devemos subtrair sua idade de 100 e investir o restante dessa operação como igual à porcentagem do seu portfolio que deve ser aplicada em investimentos de crescimento.

Assim, se você tem 35 anos de idade, teríamos: 100 – 35 = 65% dos seus investimentos devem ir para investimentos de crescimento. Mas se você quer ser mais agressivo, subtraia de 120: 120-35 = 85% devem ir para investimentos de crescimento.

Observe que mesmo as pessoas aposentadas devem ter ainda uma parte considerável do portfolio em investimentos como ações. Uma pessoa de 70 anos de idade pode querer cortar totalmente o risco, mas fazer isso geralmente é um erro.

Digamos que essa pessoa ainda viva mais duas décadas ou três. Se você viver mais do que espera, você pode ficar quebrado se o dinheiro não continuar a crescer.

Perceba que estas dicas são apenas regras gerais e se aplica a dinheiro investido à longo prazo (10 anos ou mais). Para dinheiro que você precise pro curto prazo, investimentos de crescimento mais agressivos não são recomendados.

Aproveite o máximo de suas ações – não existe uma regra rígida que mostre qual porcentagem dos seus investimentos de crescimento que deve ser dedicado à ações e imóveis, por exemplo.

Parte de como você decide como deve alocar os seus investimentos depende, por exemplo, dos tipos de investimentos que você quer se concentrar. Mesmo assim, siga algumas linhas gerais que você deve ter em mente ao tomar tão decisão:

1 - Utilize o máximo o seu RRSP – a não ser que você precise ter o dinheiro no curto prazo para fins que não de aposentadoria, porque desperdiçar os lucrativos retornos das isenções fiscais desses planos?

2 – Não coloque seu dinheiro em investimentos que chamem atenção – muitos investidores cometem esse erro, especialmente aqueles que não tem um esquema bem planejado de compra de ações.

3 – Tenha a coragem de ser “do contra” - ninguém gosta da sensação de estar pulando em um barco que está naufragando ou de apoiar uma causa perdida. Entretanto, do mesmo jeito que você pesquisa preços numa loja qualquer, o melhor tempo de comprar alguma coisa é quando o preço está reduzido e em promoção.

4 – Diversifique – os valores de investimentos diferentes não se movem juntos. Assim, quando você investe em investimentos de crescimento, o valor do seu portfolio vai ter uma volta de montanha-russa mais suave se você diversificar apropriadamente.

5 – Invista mais naquilo que você conhece – muitos investidores criaram riqueza considerável seu gastar muito do seu tempo livre. Alguns investidores, por exemplo, concentram-se mais em imóveis porque isso é o que eles mais entendem e se sentem confortáveis.

Outros colocam mais dinheiro em ações pelas mesmas razoes. Não existe um modelo padrão para o sucesso. Apenas tenha cuidado para não colocar todos os seus ovos em uma só cesta somente porque você acredita que conhece demais sobre uma coisa, como por exemplo, colocar todo o dinheiro em ações de uma só industria.

6 – Não invista em muitas coisas diferentes – diversificar é bom até certo ponto. Se você compra um numero tão grande de investimentos que você não consegue fazer uma revisão anual básica (por exemplo, ler o relatório anual do seu fundo mutuo) então você tem mais investimentos do que o necessário.

7 – Seja mais agressivo dentro do seu RRSP – quando você atingir os seus anos de aposentadoria, você irá provavelmente começar a viver do seu dinheiro investido fora do seu RRSP primeiro. Porque? Pela simples razão que permitir que seu plano de aposentadoria continue a crescer irá poupar você de ter que pagar mais impostos.

Assim, você deve ser relativamente menos agressivo com investimentos fora do seu RRSP, porque este dinheiro será investido por um período mais curto.

Thursday, February 14, 2013

Quanto voce paga de impostos?

Quando você investe fora da sua conta de RRSP, os lucros e distribuições sobre o seu dinheiro são sujeitas à taxação. Então o tipo de investimento que fará sentido pra você fora do seu RRSP dependerá, parcialmente, da sua situação de imposto de renda.

Se você tem dinheiro pra investir ou está considerando vender seus investimentos atuais, os impostos são um fator importante na sua decisão. Mas preste atenção, os impostos somente não devem ditar como e onde você deve investir o seu dinheiro.

Você deve pesar também quais são as opções de investimentos que você tem, seus desejos e necessidade de assumir riscos, gostos e desgostos pessoais e o numero de anos que você pretende manter o seu investimento.

Considere como os impostos afetam investimentos em ações e bonds. Se você está num nível alto de impostos, você deve dar preferência à investimentos como ações comuns ou ações que paguem dividendos. Imóveis e pequenos negócios, que você espera que apreciem de valor, soa também escolhas inteligentes nesse caso.

Determine o seu nível de impostos – você pode não saber disso, mas o governo do Canadá cobra diferentes alíquotas para diferentes partes da sua renda num dado ano.

Você paga uma alíquota menor nos primeiros dólares da sua renda e uma alíquota maior nos últimos dólares.

Por exemplo, digamos que a sua renda tributável totalizou $65,000 em 2004. Graças aos credito de imposto disponível para todos os contribuintes, os primeiros $7,800 da sua renda são livres de impostos.

Depois disso, as alíquotas são de 24% sobre o dinheiro entre $7,800 e $32,000. Teria então 34% de $32,000 à $64,000 e finalmente, 41% nos $1,000 restantes.

Sua alíquota marginal será a alíquota que você paga na sua parte mais cara, melhor dizendo, nos últimos dólares da sua renda.

Uma pessoa solteira com renda tributável de $45,000 possui uma alíquota marginal de 34%. Em outras palavras, ele irá pagar 34% nos últimos dólares da sua renda (dólares estes recebidos entre $32,000 e $45,000).

Uma vez que as alíquotas começam baixas e aumentam de acordo com sua renda, sua alíquota média será menor do que sua alíquota marginal. Conhecer a sua alíquota marginal permite que rapidamente você calcule: qualquer imposto adicional que você irá pagar com qualquer renda adicional e o montante de impostos que você iria poupar se contribuir com mais dinheiro pro seu RRSP ou reduzindo a sua renda tributável.

Tabela de imposto do ano fiscal de 2004:

7,800 à 32,000 = 24%
32,000 à 64,000 = 34%
64,000 à 105,000 = 41%
105,000 acima = 45%

Saiba o que é taxado e quando se preocupar – os juros que são pagos nas contas de poupança ou contas correntes, GIC’s ou Bonds são geralmente passiveis de impostos.

Com relação aos ganhos de capital, que são os lucros do seu investimento, você deve ser tributado em cima de metade do que seu investimento cresceu (preço atual menos preço de compra) e será tributado na sua alíquota marginal.

O resultado é que a alíquota que você paga nos seus ganhos de capital será igual a metade da sua alíquota marginal. Se você está situado na alíquota marginal de 24%, sua alíquota sobre os ganhos de capital será de 12$.

Se você está no próximo nível, onde sua renda é taxada em 34%, sua alíquota marginal sobre ganhos de capital será de 17%. Seguindo a regra, 41% será de 20,5% e 45% será de 22,5%.

Com relação aos dividendos, se estes forem de empresas canadenses, são taxados na alíquota mais baixa. Dividendos de empresas estrangeiras são tratados e taxados da mesma forma que sua renda regular.

Dividendos são as distribuições que uma empresa faz de seus lucros apos os impostos. Assim, você recebe um credito de imposto sobre os dividendos para evitar que esse montante seja taxado duas vezes. O resultado é que você terá que usar uma estranha formula pra determinar os impostos sobre os dividendos.

Primeiro, o montante de dividendos é acrescido em 25%, em função refletir o que a empresa é suposto ter ganho antes dos impostos. Este numero inflado é que realmente aparece na sua declaração de imposto de renda como o montante total da sua renda de dividendos.

Para melhorar um pouco essa situação, você recebe um crédito de impostos, uma vez que se supõe que a empresa já pagou imposto sobre esse dinheiro na ordem de 20%. O crédito de imposto federal é 2/3 do montante que você aumentou aos seus dividendos. Você terá também um credito de 13,33% do total do montante que você listou como sua renda de dividendos, incluindo o aumento de 25% (Gross-up). Em adição, você terá o correspondente credito de imposto provincial. Veja a tabela seguinte com as alíquotas de dividendos:

7,800 à 32,000 = 7%
32,000 à 64,000 = 19%
64,000 à 105,000 = 26%
105,000 acima = 31%

Thursday, January 31, 2013

Criando seu plano de aposentadoria

Poupar é uma coisa difícil para a maioria das pessoas. Assim, não torne um trabalho que já é árduo numa tarefa mais complicada ainda ao ignorar as maravilhas deduções de impostos dos investimentos dentro do seu RRSP[1].

Os RRSP’s deveriam ser chamados de planos de redução de impostos, assim as pessoas seriam mais atraídas em contribuir com eles.

Um RRSP é simplesmente uma conta especial que você pode contribuir com uma parte da sua renda. E as contribuições para este plano são deduzidas do seu imposto de renda. Se você contribui com $ 5,000, por exemplo, você pode deduzir esse montante antes de calcular a sua renda sujeita à tributação para o ano.

Suponha que você paga em torno de 35% entre os impostos federais e provinciais. Com um RRSP, você ira economizar em torno de $350 em imposto para cada % 1,000 que você contribui no ano que fez a contribuição. Assim, para cada $ 5,000 de contribuição, você ira economizar $ 1750 em impostos.

Uma vez que seu dinheiro está dentro de um RRSP, qualquer juros, dividendos e apreciação, fará sua grana crescer sem ser taxada. Você pode pegar todo o seu lucro e reinvestir novamente, anos apos ano. Com um RRSP. Com um RRSP, você ganha defesa contra os impostos em todos os ganhos e lucros acumulados até você sacar o dinheiro lá na frente, ao se aposentar. No meio tempo, você recebera mais do seu dinheiro na longa estrada de sua vida de trabalho.

Entenda o RRSP – não importa se você é empregado ou trabalha pra você mesmo, você é elegível pra contribuir para um RRSP, desde que você tenha o que o governo chama de “renda trabalhada[2]”.

Para a maioria das pessoas, essa renda trabalhada é o seu salário, junto com bônus e comissões. Se você é um autônomo, ou um sócio de algum negocio, a sua renda trabalhada inclui qualquer renda liquida oriunda do seu negocio.

A renda trabalhada também inclui ajudas de custo e de manutenção, bolsas para pesquisa, royalties e renda proveniente de alugueis.

Qualquer hora que você tenha gerado renda, você ganha o direito de contribuir em até 18% do total de sua renda para o seu RRSP do ano seguinte. Mas não importa quanto foi a sua renda trabalhada, existe um montante Maximo em que você vai ser capaz de contribuir a cada ano.

Para o ano fiscal de 2003, o máximo foi de $14,500. Em 2004: $15,500. Em 2005: $ 16,500. Em 2006: $18,000.

Em adição, o montante em que você é permitido de contribuir é reduzido se você pertencer a algum plano da companhia em que você trabalha. O governo calcula o valor da contribuição feita pela sua empresa em seu nome e isto é chamado de ajustamento da pensão[3] e deduz isso do que for menor (o valor absoluto de dólar máximo permitido para o ano ou 18% da sua renda) para chegar ao valor permitido de sua contribuição.

Observe que quando se fala do máximo por ano, está se falando de quando você pode contribuir em cada ano. Não existe limite de quanto você contribuir a vida inteira.

Se você não colocar o dinheiro máximo que é permitido a cada ano, você pode trazer pra frente essa sua “possibilidade de contribuição” e usá-la no futuro.

Em qualquer ano que você não ganhe renda, o próximo ano você pode adicionar para o seu “espaço de contribuição” a diferença entre o montante que a renda do ano deu o direito de você de contribuir e o que você realmente contribuiu no seu RRSP.

Demorar aumenta o seu sofrimento – o erro mais comum que os investidores cometem é negligenciar a vantagem fiscal dos RRSPs em prol do entusiasmo de gastar a grana ou de investir em contas que não são RRSP.

Não investir em contas de RRSP pode te custar alguns milhares de dólares por ano em impostos. Adicione a essa conta as perdas através dos muitos anos que você trabalhou e poupou e não usou a vantagem fiscal que o RRSP te proporciona.

Apesar de muitas pessoas terem feitos grandes fortunas com imóveis ou negocio próprio, meros mortais precisam ter cuidado quando colocam grande parte dos seus investimentos fora da proteção de um RRSP.

Invista tudo o que você pode dentro do seu RRSP. Na verdade, tirar vantagem de poupar e investir em um RRSP deveria provavelmente ser o seu rumo em matéria de prioridade financeira.

Em função de tirar vantagem do RRSP e os ganhos fiscais que vem junto com ele, você precisa primeiro gastar menos do que você ganha. Apenas depois que você gasta menos do que você que você irá ser capaz de contribuir para esses planos de aposentadoria. A não ser você já tenha uma boa soma de dinheiro de poupança anterior ou tenha recebido uma herança.

O erro que as pessoas de todos os níveis de renda cometem é não começar um RRSP quando jovens. Quanto mais cedo você começar a poupar, menos dinheiro é necessário poupar a cada ano pra atingir os seus objetivos, porque suas contribuições terão mais anos para trabalhar, graças aos juros compostos.

Cada década que você espera pra começar o seu plano, aproximadamente dobra a porcentagem da sua renda que você precisa para atingir os seus objetivos.

Por exemplo, se guardando 5% por ano no começo dos seus 20 anos você atingirá seus objetivos, esperar ate que chegue ao começo dos seus 30 anos para começar o seu plano significa dizer que você precisa poupar 10% da sua renda para atingir o mesmo objetivo. Esperar ate o começo dos 40, 20%. Depois disso os números são tão feios que é melhor nem comentar.

Se você adora gastar dinheiro e viver a vida como se não tivesse amanha, encontre uma maneira de motivá-lo a começar o seu plano quanto mais cedo possível. Quanto mais você esperar para começar, mais você precisara poupar e assim, gaste o menos que você puder hoje.

Outra coisa que é bastante confusa para as pessoas. Elas pensam que uma conta de RRSP é um plano de aposentadoria. Não é não! Quando você cria uma conta de RRSP, é importante saber que ela é somente uma casca de proteção que impede do governo de taxar os seus investimentos a cada ano. Você que precisa escolher que tipos de investimentos que você quer manter dentro dessa sua conta especial.

Você pode investir o seu RRSP em ações, bonds, fundos mútuos e ate mesmo em pequenos negócios. Fundos mútuos são uma escolha ideal porque oferecem diversificação e administração profissional.

Depois que você decidir em qual instituição financeira você quer investir, simplesmente obtenha e complete os papeis necessário para estabelecer o tipo especifico de plano que você deseja.

[1] Registered Retirement Saving Plan
[2] Earned Income
[3] Pension Adjustment - PA

Wednesday, January 30, 2013

Estabeleça seus objetivos financeiros

Você pode ter poupado dinheiro apenas porque papai e mamãe disseram a você que isso era uma coisa legal de se fazer, ou porque você se sente bem poupando, mas as chances são grandes de que você poupa com algum propósito na sua mente.

É muito comum poupar para a sua aposentadoria, para comprar uma casa, começar seu próprio negocio e muitos outros objetivos.

Ou você pode querer investir o seu dinheiro para vários objetivos diferentes ao mesmo tempo. Por exemplo, quando você está nos seus 20 anos de idade, você pode querer colocar algum dinheiro para a sua aposentadoria, mas também quer ter uma soma em dinheiro pra quando você sair daquele emprego chato e não passar fome ate encontrar outro.

Você pode também possuir uma veia mais empreendedora e no começo do seu negocio, você não ira ter uma renda muito boa e tão grande quanto a que o seu emprego lhe gerava. E lá vai você precisar de grana outra vez.

Nessa situação, você pode investir seus dois “potes” de dinheiro (uma para a aposentadoria e outro para o negócio) diferentemente. Você poderá aceitar mais riscos com o dinheiro que você não planeja usar no curto prazo. Assim, você pode investir o montante da aposentadoria em fundos mútuos de ações, por exemplo.

Com o dinheiro que você guardou pra começar o seu negocio, você pode escolher um caminho totalmente diferente. Nada desse dinheiro deve ir pra ações arriscadas, afinal o que fazer se o mercado cair justamente quando você se prepara para deixar a segurança do seu tão amado emprego?

Mais do que isso, você deve deixar o seu dinheiro seguramente investido em um fundo de money market ou poupança de altos juros, que pagam uma boa taxa de juros, mas que não flutuam de valor.

Mantendo sua poupança nos trilhos – para conseguir seus objetivos pessoais e financeiros, você precisa poupar dinheiro. Entretanto, muitas pessoas não têm a mínima idéia de quanto é a sua porcentagem de poupança.

A sua porcentagem de poupança é referente à quantos por cento da sua renda anual do ano anterior você guardou e não gastou. Você deve saber se a sua porcentagem de poupança é baixa, não existente ou negativa e que você tem que poupar mais.

Parte de ser um investidor inteligente envolve descobrir quanto você precisa economizar para atingir os seus objetivos. Não saber o que você quer fazer dez anos à frente é perfeitamente normal, afinal seus objetivos e necessidades precisam evoluir com o tempo.

Mas isso não significa que você deve jogar suas mãos para cima e não fazer um esforço para ver onde você está hoje e pensar onde você quer estar no futuro.

Um benefício importante de saber a sua porcentagem de poupança é que você irá conhecer melhor quais riscos que você pode aceitar para atingir os seus objetivos. Ver o montante que você precisa poupar para atingir os seus sonhos talvez o empolgue a aceitar mais riscos nos seus investimentos.

Se você poupa consistentemente 10% da sua renda durante os seus anos de trabalho, você provavelmente terá economizado o bastante para atingir os seus objetivos, a não ser que você queira se aposentar bem jovem.

Em média, a maioria das pessoas precisa de cerca de 75% do salário atual quando se aposenta para manter o mesmo nível de vida. Se você é um dos muitos que não poupa muito, você tem que fazer seu dever de casa. Para poupar mais, você deve reduzir suas despesas, aumentar seu salário ou ambos.

Para a maioria das pessoas, reduzir as despesas é o método mais plausível para poupar mais. Mas, por onde você começa? Primeiro, veja pra onde o seu dinheiro vai. Você deve ter uma vaga idéia, mas você precisa saber realmente pra onde ele vai.

Pegue o canhoto do cheque, extrato dos cartões de credito e outros papeis que digam o histórico dos seus gastos e some quanto você gastou jantando fora, com manutenção e operação do seu veiculo, impostos, juros de cartões de credito e tudo o mais.

Assim você pode começar a ver o que é prioridade e o que não é e começar a reduzir as suas despesas para aumentar a sua porcentagem de poupança.

Aumentar a sua renda também pode ajudar a aumentar a sua porcentagem de poupança. Talvez você possa arranjar um trabalho que pague mais ou aumentar o numero de horas trabalhadas. Mas se você já trabalha demais, controlar as suas despesas é geralmente mais sadio pro seu bem estar econômico e emocional.

Acompanhe os seus investimentos – existem muitas opções de investimento: imóveis, ações, fundos mútuos, seu próprio negocio e dúzias de outros, ou ainda você pode pagar a sua hipoteca mais rápido. O que fará sentido pra você dependerá dos seus objetivos e suas preferências pessoais.

Se você não gosta de se arriscar e dos investimentos voláteis, pagar a sua hipoteca irá fazer mais sentido pra você do que investir no mercado de ações.

Como você lida com um investimento que pode mergulhar 20, 40% ou mais em poucos anos ou menos? Você não pode querer investir no mercado de ações, imóveis ou negocio próprio se uma queda irá fazer com que você venda baixo ou que o torne uma pessoa amarga no dia-a-dia.

Se você nunca teve nenhum investimento arriscado ainda, você pode experimentar de comprá-lo com pouco dinheiro, somente pra ver como se sente ao ter seu dinheiro exposto ao risco dessa maneira.

Uma simples maneira de mascarar o risco dos seus investimentos voláteis é diversificar o seu portfolio, isto é, colocar o seu dinheiro em diferentes investimentos.

Ficar sem acompanhar os preços muito de perto também ajuda. Alias, esta é uma das razões que investidores do mercado imobiliário são menos propensos a cair fora dos mercado quando os preços estão em baixa.

Os investidores de ações podem, infelizmente nessa perspectiva, tre atualizações diárias e até a cada minuto sobre o preço de seus investimentos. Adicione a isso o fato de que com um rápido telefonema ou um clique no mouse do computador, você pode vender suas ações e você terá todos os ingredientes para um investimento de curto prazo e um desastre financeiro.