Monday, July 2, 2012

Riscos

Uma mãe cobre a pequena filhinha com protetor solar e faz questão que ela vista um chapéu com largas abas antes de deixar ela brincar na praia durante o verão. Esta mesma mãe deixa a criança brincar com o cachorro do vizinho na praia, que morde a criança, apesar dela estar totalmente protegida contra os raios solares.

Um homem se nega a comer carne de porco no churrasco do primo com medo de contrair uma tênia. Na semana seguinte, este mesmo homem entra no carro do vizinho, no banco da frente e não coloca o cinto de segurança. Eles têm um acidente e este homem morre.

Mesmo sem querer deixar ninguém depressivo ou assustado, é necessário compreendermos o risco. Trata-se de algo que lidamos com ele todo dia, toda hora.

Em primeiro lugar: o risco está na cabeça de cada um. Muitos de nós possuímos uma percepção própria de risco. Em grande parte, baseados em nossas experiências e ao que fomos expostos anteriormente. Muitas pessoas gelam com relação à pequenos riscos e ignoram riscos muito maiores.

Com certeza, as chances de se desenvolver câncer de pele são maiores se você se expor ao sol regularmente sem protetor solar. Assim, é legitimo o ato da mãe de passar o protetor solar e colocar um chapéu na criança.

Entretanto, a mãe ignorou completamente o risco significativo de permitir que uma criança pequena brinque com um cachorro sem supervisão próxima de um adulto.

Do mesmo jeito, o risco de contrair uma tênia ao comer carne de porco mal passada é real. Assim, o homem que evitou de comer a carne de porco no churrasco teve uma preocupação legitima.

Entretanto, o mesmo entra no carro e não coloca o cinto de segurança, ignorando um risco muito maior à sua própria vida do que se comesse a carne.

Risco: a educação conquista o medo e a ignorância – não importa pra onde você olha, o risco sempre existe. Alguns são apenas mais visíveis do que outros.

Muitas pessoas também não compreendem os riscos. Com mais conhecimento, você deve ser capaz de reduzir ou conquistar alguns de seus medos e tomar decisões mais importantes a respeito dos riscos.

Por exemplo: algumas pessoas que tem medo de andar de avião não entendem que estatisticamente, viajar de avião é mais seguro do que viajar de carro. A razão? Quando um avião cai, a imprensa faz um grande estardalhaço e muitas pessoas morrem.

Ao mesmo tempo, a mídia parece prestar menos atenção às toneladas de pessoas que morrem nas estradas todos os dias. Estatisticamente, você esta 40 vezes mais propenso à morrer nas estradas do que voando.

Isto não quer dizer que você não deva dirigir ou voar. Ou que não dirija para o aeroporto. Você pode, entretanto, tomar algumas medidas para reduzir os seus riscos quando está num carro.

Por exemplo, você escolher entre comprar um carro com mais dispositivos de segurança ou pode ir com um motorista de táxi louco que não possui cintos de segurança disponíveis no carro. É a sua escolha.

Apesar de muitas pessoas gostarem de viver a vida radicalmente e de ter riscos divertidos (como explicar o porque de uma pessoa pagar pra andar de montanha russa, pular de pára-quedas ou de bungee jump?), a maioria das pessoas procuram minimizar os riscos e maximizar o aproveitamento da vida.

Não esqueça, ninguém seria feliz se vivesse numa vida sem riscos.

Do mesmo jeito, se você tenta evitar todos os riscos que um investimento envolve, você não terá sucesso e não ficará feliz como resultado dos investimento e com seu estilo de vida.

No mercado dos investimentos, algumas pessoas não passam perto das ações ou qualquer investimento que ache que são muito voláteis. Como resultado, tais investidores freqüentemente acabam com fracos retornos de longo prazo, e expõem elas mesmos à alguns riscos que elas ignoram, como os riscos da inflação e dos impostos que acabam com o poder de compra do dinheiro delas.

Ninguém pode viver sem aceitar nenhum risco. Pode ate tentar fazer isso ao máximo, mas cuidado, pois alguns métodos de redução de risco não são plausíveis porque eles reduzem o seu nível de qualidade de vida.

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