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Não existe razão para que você não ganhe uma taxa de retorno melhor do que a poupança que a maioria dos bancos pagam. Numa situação ideal, você deve deixar o mínimo de dinheiro necessário na sua conta corrente, pela simples razão que o banco não paga nada de juros na mesma.
Por padrão ou conveniência, muitas pessoas deixam seu dinheiro parado nas contas de poupança. Apesar dos bancos terem seguro contra falência para as poupanças e você não perder seu dinheiro, esse beneficio tem um custo alto.
Um lugar melhor para colocar sua poupança liquida são as chamados poupanças de alto juros, oferecidas pelo President’s Choice, ING Direct e algumas companhias de fundos mútuos. Eles pagam juros bem mais atraentes.
Outra escolha boa seria os fundos de Money Market. Eles são o tipo mais seguro de fundos mútuos e semelhante a uma poupança em termos de segurança de deposito.
O melhor fundo de Money Market paga mais juros do que qualquer poupança. Diferente do banco, o fundo de Money Market lhe diz quanto você esta pagando para eles administrarem o seu dinheiro. Se você não precisa acessar imediatamente o dinheiro, considere GIC’s ou Treasury Bills, que são emitidos para períodos de 3 meses à 5 anos.
O seu dinheiro irá render mais em um desses veículos do que na caderneta de poupança. O único problema com os GIC’s e as Treasury Bills é que você terá que pagar uma multa caso precise retirar o dinheiro antes da expiração do termo.
Bonds – quando você compra um bond, voce está emprestando o seu dinheiro ao governo ou para uma companhia por um período especifico de tempo. E voce espera ganhar mais juros do que uma poupança ou conta de Money Market, afinal você está se arriscando mais, pois a empresa pode quebrar e voce perder parte ou todo o seu investimento.
Geralmente voce pode esperar ganhar taxas de retorno mais altas quando voce compra os seguintes bonds:
1 – que foram emitidos para um período mais longo: porque o emissor desse bond está segurando o seu dinheiro com uma taxa pré-fixada ou em um período de tempo mais longo.
2 – tem baixa qualidade de crédito: o emissor pode não ser capaz de pagar o principal de volta pra voce.
Jeremy Siegel, professor da Wharton School of Business mapeia a performance dos bonds e ações americanos desde 1802. Apesar das taxas de inflação terem subido consideravelmente desde a Grande Depressão, as taxas de retornos dos bonds continuam quase a mesma coisa ao longo de todas essas décadas.
Os bonds de longo prazo tem uma ligeira vantagem sobre os bonds de curto prazo nos últimos anos. Para encurtar a conversa: investidores de bonds ganham de 4% à 5% de retorno anuais.
Veja o caso dos bonds governamentais americanos. De 1802 à 1870, os bonds de longo prazo pagaram 4,9% ao ano, enquanto os de curto prazo pagaram 5,2%, com uma taxa de inflação média de 0,2% ao ano.
De 1871 à 1925, os bonds de longo prazo pagaram 4,3% e os de curto prazo pagaram 3,8%, com uma taxa de inflação de 0,7% anual.
De 1926 à 1997, os bonds de longo prazo pagaram 5,2% e os de curto prazo 3,8%, com uma taxa de inflação de 3,8% anual.
Assim, adicionando à inflação e os impostos à equação, voce irá me dizer se vale a pena investir em bonds.
Ações – não podemos esquecer o fato de que a maioria das pessoas são um pouco gananciosas. Tudo bem, algumas são gananciosas até demais. Mas as pessoas que investem no mercado de ações são exemplos clássicos de pessoas que querem tirar o máximo do potencial de seu investimento.
Esses investidores esperam o que eles consideram um retorno justo sobre o capital investido. E se esse investimento não oferece uma alta taxa de retorno, ele poderá querer vender esse investimento e colocar em algum outro lugar que ele acredita que paga melhor.
O problema é que a ganância às vezes atrapalha demais. Em vez de comprar ações e se segurar por ali, alguns investidores freqüentemente compram e vendem freneticamente, esperando fazer dinheiro rápido. Esta tática quase nunca dá certo no longo prazo.
Infelizmente, alguns desses investidores usam um espelho retrovisor quando eles compram essas ações, comprando investimentos que tiveram boas performances ultimamente e esperam que estes investimentos irão continuar a ter grandes retornos.
Mas, comprar esses investimentos com melhores retornos pode ser perigoso. Por exemplo, se você comprar as ações na crista da onda, elas estão prontas pra começar a cair em espiral.
Você deve ter ouvido falar que o objetivo de investir é comprar barato e vender caro, certo? Assim, correr atrás de investimentos de alta performance pode levar você a comprar caro, com a possibilidade de ter que vender barato se as ações perderem a força.
Apesar de ações como um todo ser um provado veiculo de investimento de longo prazo, escolher ações individuais é uma aventura arriscada.
Uma quantidade formidável de dados esta disponível com relação ao retorno dos mercados de ações. Na verdade, nos mercados americanos, os dados de dois séculos inteiros compravam que as ações são maravilhosos instrumentos de investimento de longo prazo.
Os retornos de longo prazo que os investidores têm experimentado (e continuam experimentando) com ações tem sido incrivelmente constantes, de uma geração à outra.
De 1802 à 1870, o mercado de ações americano produziu um retorno anual de 8,4%, enquanto a inflação era da ordem de 1,3$ ao. Assim, subtraindo a inflação, as ações apreciaram cerca de 7,1% mais rápido anualmente do que a taxa de inflação.
De 1871 à 1925, subtraindo a inflação, as ações deram retorno de 7,2% e de 1926 à 1997, um retorno de 10,6%.
É importante lembrar também que as ações não existem somente no seu país de origem. Muitos investidores parecem esquecer deste fato. Uma vantagem de comprar e manter ações no exterior é que os mercados não caem todos de uma vez só. Em outras palavras, ações no estrangeiro ajudam a diversificar o seu portfolio.
Mas alem de diversificar o seu portfolio, investir no estrangeiro também pode ser lucrativo. O bando de investimentos Morgan Stanley a performance das ações em paises ricos e em economias emergentes. Como o nome sugere, paises emergentes estão atrás economicamente do que os ricos, mas apresentam boas taxas de crescimento e progresso, aumentando assim as possibilidades de lucro, devido ao espaço existente para o crescimento.
Por exemplo, entre 1986 e 1995, o índice EAFE (Europe, Austrália and Far East) de ações de empresas estrangeiras teve uma apreciação de 17.9% ao ano. Ações de paises emergentes tiveram performances ainda melhores.
Comparando, esse resultado foi bem melhor do que os mercados canadenses, que deram 11,6% por ano durante o mesmo período e do que o mercado americano, que deu 13,9%. Em outros períodos, como no final dos anos 1990, os mercados canadense e americano foram bem melhores do que os citados.
Vale lembrar também que paises são parecidos com empresas em muitos aspectos. Paises ou companhias menores podem exibir taxas de crescimento mais explosivas. Quando um país ou companhia atingem um certo tamanho, taxas menores de retorno irão prevalecer.
Nesse sentido, países que crescem rápido demais tendem a ter ações que crescem seu valor mais depressa e são mais voláteis.
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